Como gerar guia SP/SADT em PDF: passo a passo para faturistas

A guia SP/SADT (Serviço Profissional / Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia) é uma das guias TISS mais usadas no Brasil. Toda clínica de imagem, laboratório ou consultório que faça procedimentos além da consulta simples emite SP/SADT mensalmente. Neste tutorial você vai aprender a gerar a guia em PDF a partir do XML, sem depender de planilha, Word ou print de tela.
Antes de começar: o que você precisa ter em mãos
Para gerar uma SP/SADT correta você precisa do XML TISS já validado e dos dados básicos da operadora (registro ANS, nome do plano e código do contratado). Se o seu XML ainda não foi validado, rode antes o validador TISS online — economiza horas de retrabalho.
Tenha também o manual TISS atualizado da ANS aberto em outra aba — ele é a fonte oficial sobre quais campos são obrigatórios na sua versão.
Passo 1 — Exporte o XML do seu sistema de gestão
No seu PEP/ERP, gere o arquivo TISS da competência. A maioria dos sistemas chama isso de "Exportar lote TISS" ou "Gerar XML para operadora". Salve em uma pasta organizada por convênio e competência (ex.: /faturamento/unimed/2026-05/) — isso evita confusão na hora de imprimir.
Passo 2 — Abra o gerador de guias
Acesse a ferramenta Gerar Guias TISS e arraste o XML para a área de upload. O sistema lê automaticamente todas as guias contidas no lote (consulta, SP/SADT, honorário, internação).
Quer ver o fluxo em ação? Procure tutoriais práticos pesquisando por "como gerar guia SP/SADT em PDF" no YouTube — vários canais de faturamento médico ensinam o passo a passo visualmente.
Passo 3 — Filtre apenas as guias SP/SADT
Use o filtro de tipo de guia e selecione apenas SP/SADT. Isso é importante porque clínicas costumam ter no mesmo lote consultas, SP/SADT e honorários — e cada um tem seu próprio layout de impressão.
Passo 4 — Confira os campos obrigatórios
Antes de exportar, o sistema lista campos faltantes por guia. Os erros mais comuns na SP/SADT são:
- CBO do executante em branco ou inválido.
- Indicação clínica sem texto livre suficiente (algumas operadoras exigem CID).
- Data de solicitação posterior à data da execução.
- Códigos TUSS descontinuados — confira na tabela TUSS atualizada.
Passo 5 — Exporte como PDF (lote ou guias separadas)
Você pode baixar tudo em um PDF único (recomendado para imprimir e enviar à operadora) ou separar uma guia por arquivo (útil para anexar ao prontuário eletrônico do paciente). O layout segue o modelo oficial da ANS, então qualquer auditor reconhece de cara.
Dica avançada: assine digitalmente antes de enviar
Se sua operadora aceita guia em PDF assinada digitalmente (a maioria já aceita), use um e-CNPJ A1 ou A3 e assine o PDF antes de mandar. Reduz tempo de auditoria e cria rastro legal, conforme a ICP-Brasil.
Perguntas frequentes
Posso preencher uma guia SP/SADT em branco no Word?
Pode, mas não recomendamos. A guia gerada a partir do XML elimina divergência entre o que está no faturamento e o que está impresso, e evita glosa por dados duplicados.
Quantas guias SP/SADT cabem em um PDF?
Tecnicamente, sem limite. Na prática, lotes acima de 100 guias ficam pesados para abrir. Quebre em PDFs por competência ou por solicitante.
Preciso imprimir colorido?
Não. O layout oficial é monocromático e foi pensado para impressão laser em P&B comum.
Conclusão
Gerar SP/SADT em PDF a partir do XML é o jeito mais profissional de fechar faturamento: zero retrabalho, zero divergência entre planilha e arquivo enviado. Comece pelo validador, depois passe para o gerador de guias — esse é o fluxo que clínicas de alto volume usam todos os dias.
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