Faturamento

Faturamento de cirurgias ambulatoriais no TISS: guia prático

Equipe TISS Manager30 de maio de 20269 min de leitura
Faturamento de cirurgias ambulatoriais no TISS: guia prático

Cirurgia ambulatorial é uma das fontes de receita mais relevantes — e também mais complexas de faturar — para clínicas especializadas. Cada procedimento envolve cirurgião, anestesista, materiais (OPME), taxas e, muitas vezes, exames associados. Faturar de forma incompleta é o erro número um que esvazia o caixa.

Quais guias usar

O procedimento principal é lançado em guia SP-SADT, mas o honorário de cada profissional (cirurgião principal, auxiliar, anestesista) vai em guia de Honorário Individual. Veja o passo a passo em como preencher o honorário individual.

  • SP-SADT — procedimento, materiais e taxas.
  • Honorário Individual — pagamento de cada profissional executante.
  • Resumo de internação — só quando houver pernoite (não é o caso de PA).

OPME — atenção redobrada

Materiais especiais (próteses, órteses, sintéticos) precisam de autorização prévia e XML específico de OPME. Veja o guia completo em OPME no TISS. Nunca envie OPME sem laudo médico justificando.

Taxas e diárias

Use a Tabela 18 de diárias e taxas para lançar sala cirúrgica, recuperação, materiais de consumo. Subfaturar essas linhas é um clássico — o procedimento sai certo e o complemento operacional vira prejuízo.

Anestesista — cuidado com o porte

O honorário do anestesista é calculado pelo porte anestésico do procedimento. Erros de porte geram glosa técnica — leia glosa técnica x administrativa para entender o tipo de defesa.

Checklist antes de enviar

Antes de gerar o XML, confirme:

  • Senha de autorização ativa.
  • Elegibilidade do beneficiário consultada no dia (veja elegibilidade).
  • OPME aprovado por escrito.
  • Todos os profissionais cadastrados com CBO correto.
  • Taxas da Tabela 18 incluídas.
  • XML rodado no validador TISS.

Vídeo recomendado

Para entender a montagem de uma conta cirúrgica passo a passo, busque no YouTube: faturamento cirurgia ambulatorial convênio.

Perguntas frequentes

Posso colocar tudo numa única guia SP-SADT?

Não. Honorários profissionais vão em guia separada (Honorário Individual). Materiais e taxas, sim, podem ir na SP-SADT do procedimento principal.

OPME pode ser faturado mesmo sem autorização?

Não recomendado. O risco de glosa integral é altíssimo. Sempre obtenha autorização prévia por escrito.

Como precificar a taxa de sala?

Use o contrato com a operadora — a tabela própria de cada plano define o valor de cada classificação de sala.

Conclusão

Faturar cirurgia ambulatorial é montar um quebra-cabeça onde cada peça vale dinheiro. Use o gerador de guias TISS para garantir estrutura correta e o validador para zerar rejeição. Combine com bom controle de KPIs e o caixa cresce de forma sustentável.

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