Faturamento de cirurgias ambulatoriais no TISS: guia prático

Cirurgia ambulatorial é uma das fontes de receita mais relevantes — e também mais complexas de faturar — para clínicas especializadas. Cada procedimento envolve cirurgião, anestesista, materiais (OPME), taxas e, muitas vezes, exames associados. Faturar de forma incompleta é o erro número um que esvazia o caixa.
Quais guias usar
O procedimento principal é lançado em guia SP-SADT, mas o honorário de cada profissional (cirurgião principal, auxiliar, anestesista) vai em guia de Honorário Individual. Veja o passo a passo em como preencher o honorário individual.
- SP-SADT — procedimento, materiais e taxas.
- Honorário Individual — pagamento de cada profissional executante.
- Resumo de internação — só quando houver pernoite (não é o caso de PA).
OPME — atenção redobrada
Materiais especiais (próteses, órteses, sintéticos) precisam de autorização prévia e XML específico de OPME. Veja o guia completo em OPME no TISS. Nunca envie OPME sem laudo médico justificando.
Taxas e diárias
Use a Tabela 18 de diárias e taxas para lançar sala cirúrgica, recuperação, materiais de consumo. Subfaturar essas linhas é um clássico — o procedimento sai certo e o complemento operacional vira prejuízo.
Anestesista — cuidado com o porte
O honorário do anestesista é calculado pelo porte anestésico do procedimento. Erros de porte geram glosa técnica — leia glosa técnica x administrativa para entender o tipo de defesa.
Checklist antes de enviar
Antes de gerar o XML, confirme:
- Senha de autorização ativa.
- Elegibilidade do beneficiário consultada no dia (veja elegibilidade).
- OPME aprovado por escrito.
- Todos os profissionais cadastrados com CBO correto.
- Taxas da Tabela 18 incluídas.
- XML rodado no validador TISS.
Vídeo recomendado
Para entender a montagem de uma conta cirúrgica passo a passo, busque no YouTube: faturamento cirurgia ambulatorial convênio.
Perguntas frequentes
Posso colocar tudo numa única guia SP-SADT?
Não. Honorários profissionais vão em guia separada (Honorário Individual). Materiais e taxas, sim, podem ir na SP-SADT do procedimento principal.
OPME pode ser faturado mesmo sem autorização?
Não recomendado. O risco de glosa integral é altíssimo. Sempre obtenha autorização prévia por escrito.
Como precificar a taxa de sala?
Use o contrato com a operadora — a tabela própria de cada plano define o valor de cada classificação de sala.
Conclusão
Faturar cirurgia ambulatorial é montar um quebra-cabeça onde cada peça vale dinheiro. Use o gerador de guias TISS para garantir estrutura correta e o validador para zerar rejeição. Combine com bom controle de KPIs e o caixa cresce de forma sustentável.
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