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Faturamento de internação hospitalar no TISS: do check-in à alta sem glosa

Equipe TISS Manager26 de maio de 202611 min de leitura
Faturamento de internação hospitalar no TISS: do check-in à alta sem glosa

Internação é o evento mais complexo do TISS. Diárias, taxas, materiais, medicamentos, honorários médicos, OPME, exames intra-hospitalares — tudo precisa ser amarrado em um único pacote chamado Resumo de Internação. Quando uma peça falha, o hospital perde valor expressivo. Vamos destrinchar o fluxo do início ao fim.

Fluxo macro de uma internação

Pense na internação como uma linha de produção. Cada etapa gera documento e dado:

  • Admissão: Guia de Solicitação de Internação + autorização.
  • Permanência: registro diário de procedimentos, materiais, medicamentos e exames.
  • Alta: encerramento do prontuário + cálculo de diárias.
  • Faturamento: Resumo de Internação (XML) + anexos.
  • Envio à operadora dentro do prazo contratual.

Como compor o Resumo de Internação

É a guia que consolida toda a internação. Inclui:

  • Dados do beneficiário e autorização.
  • Procedimentos realizados (cirurgia, parto, exames).
  • Diárias (apartamento, UTI, semi-intensiva) por tipo e quantidade.
  • Taxas (sala cirúrgica, gases medicinais, hemodiálise).
  • Materiais, medicamentos e OPME.
  • Honorários médicos por especialidade.
  • CID principal + secundários.
  • Data e hora exatas de admissão e alta.

Diárias: o que conta como um dia

Regra padrão ANS: cada dia corrido conta como uma diária, computando-se a data de admissão. A alta no mesmo dia pode contar como meia diária ou 1, conforme contrato.

Para tipos de diárias e códigos, consulte a Tabela 18 TISS — o nosso post sobre TUSS aborda o assunto.

Honorários médicos: o pulo do gato

Cirurgião, anestesista, auxiliar e instrumentador entram cada um com seu honorário. Cuidados específicos:

  • Use o porte e o valor de honorário conforme tabela contratada.
  • Inclua CBO correto de cada profissional.
  • Em equipe, observe o percentual de cada membro (CBHPM define).
  • Anestesia tem regra de tempo + porte — leia o manual da operadora.

Glosa frequente em internação

Os erros que mais aparecem em auditoria:

  • Diária com data divergente do prontuário.
  • Material cobrado sem prescrição rastreável.
  • OPME sem nota fiscal anexada.
  • Honorário em duplicidade (mesmo procedimento, dois CRMs).
  • Códigos TUSS inválidos para a versão TISS em uso — converta no conversor TISS.

Vídeo tutorial

Procure no YouTube por "resumo de internação hospitalar TISS" para uma demonstração prática.

Perguntas frequentes

Em quanto tempo devo enviar o resumo após a alta?

Conforme contrato, geralmente 30 a 60 dias. Atraso gera glosa por intempestividade.

Posso fracionar a conta hospitalar?

Sim, em internações longas (>30 dias) é comum faturamento parcial mensal, com fechamento final na alta.

Como cobrar acompanhante?

Quando legalmente obrigatório (idoso, criança, PCD), use código de acompanhante da tabela 18. Em outros casos, depende do contrato.

Conclusão

Internação hospitalar bem faturada exige integração entre prontuário eletrônico, farmácia, almoxarifado e faturamento. Padronize o fluxo, valide o XML antes do envio no validador TISS e tenha um plano formal de recurso de glosa — siga nosso modelo de recurso de glosa.

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