OPME no TISS: guia prático para faturar sem glosa

OPME — Órteses, Próteses e Materiais Especiais — é o item que mais derruba faturamento cirúrgico no Brasil. Conta alta, regras rígidas, documentação exigente. A boa notícia: quem domina o fluxo recebe quase 100% dos valores autorizados. Veja, em linguagem clara, como fazer.
O que é OPME no contexto do TISS
OPME engloba materiais utilizados em cirurgias e procedimentos invasivos: parafusos ortopédicos, placas, stents, marca-passos, próteses mamárias, lentes intraoculares, entre outros. No padrão TISS, são lançados como itens da Guia de Solicitação/Autorização de OPME ou dentro da SP/SADT cirúrgica, sempre com código TUSS específico e marca/lote/anvisa do material.
Para procedimentos cirúrgicos, normalmente acompanham uma Guia de Honorário Individual dos profissionais executantes.
A regra dos três orçamentos
A Lei 13.003/2014 e regulações da ANS estabelecem que, para OPME eletivo, a operadora pode exigir três orçamentos de fornecedores diferentes, com mesma marca/modelo, e escolher pelo de menor preço (desde que clinicamente compatível). Não cumprir essa etapa é causa frequente de glosa.
O médico solicitante indica três marcas tecnicamente equivalentes. A operadora autoriza um modelo e o fornecedor entrega ao hospital/clínica. A nota fiscal do material precisa estar anexada no lote TISS.
Documentação obrigatória no lote TISS
Para evitar a glosa clássica de "OPME sem comprovação", junte sempre:
- Autorização prévia da operadora (número e validade).
- Nota fiscal de aquisição do material, em nome do hospital/clínica.
- Registro Anvisa do produto (obrigatório no campo correspondente).
- Etiqueta de rastreabilidade (lote, código de barras, série).
- Termo de implante assinado pelo médico para itens implantáveis.
Passo a passo do faturamento OPME
1. Solicite autorização com três orçamentos antes da cirurgia.
2. Após o procedimento, monte a SP/SADT cirúrgica com os códigos TUSS dos materiais utilizados.
3. Anexe nota fiscal, registro Anvisa, lote e demais documentos.
4. Gere a Guia de Honorário Individual de cada profissional referenciando a SP/SADT principal.
5. Valide o lote completo com o validador TISS e transmita à operadora.
Glosas mais comuns em OPME (e como evitar)
Anos auditando lotes mostram um padrão claro:
- OPME sem autorização prévia → sempre solicite antes da cirurgia eletiva.
- Falta dos três orçamentos → padronize o fluxo com o médico solicitante.
- Nota fiscal divergente do material utilizado → confira modelo, marca, lote.
- Material não compatível com o procedimento → ajuste TUSS antes de enviar.
- OPME sem registro Anvisa válido → bloqueie a compra de itens sem registro.
Vídeos para aprofundar
Para entender o tema na prática, busque no YouTube: OPME faturamento TISS autorização. Há aulas de consultores hospitalares e palestras de auditoria com casos reais.
Perguntas frequentes
OPME de urgência também precisa de autorização?
Em urgência/emergência, a autorização pode ser obtida em até 48 horas após o procedimento, mediante justificativa clínica. Sempre documente o caráter de urgência no prontuário.
Posso comprar OPME diretamente de qualquer fornecedor?
Sim, desde que o produto tenha registro Anvisa válido. Mas, para faturamento, a operadora pode exigir os três orçamentos comparativos antes de autorizar.
Como contestar glosa de OPME?
Use o recurso de glosa anexando todos os documentos: autorização, NF, registro Anvisa, etiqueta de rastreabilidade. Veja nosso modelo pronto.
Conclusão
OPME é a parte do TISS que mais recompensa o processo organizado. Três orçamentos, documentação completa, validação antes do envio e recurso ativo para glosas. Com fluxo claro e o validador TISS online conferindo cada lote, sua clínica deixa de absorver prejuízo de material e fatura o que realmente entregou.
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