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OPME no TISS: guia prático para faturar sem glosa

Equipe TISS Manager30 de maio de 20269 min de leitura
OPME no TISS: guia prático para faturar sem glosa

OPME — Órteses, Próteses e Materiais Especiais — é o item que mais derruba faturamento cirúrgico no Brasil. Conta alta, regras rígidas, documentação exigente. A boa notícia: quem domina o fluxo recebe quase 100% dos valores autorizados. Veja, em linguagem clara, como fazer.

O que é OPME no contexto do TISS

OPME engloba materiais utilizados em cirurgias e procedimentos invasivos: parafusos ortopédicos, placas, stents, marca-passos, próteses mamárias, lentes intraoculares, entre outros. No padrão TISS, são lançados como itens da Guia de Solicitação/Autorização de OPME ou dentro da SP/SADT cirúrgica, sempre com código TUSS específico e marca/lote/anvisa do material.

Para procedimentos cirúrgicos, normalmente acompanham uma Guia de Honorário Individual dos profissionais executantes.

A regra dos três orçamentos

A Lei 13.003/2014 e regulações da ANS estabelecem que, para OPME eletivo, a operadora pode exigir três orçamentos de fornecedores diferentes, com mesma marca/modelo, e escolher pelo de menor preço (desde que clinicamente compatível). Não cumprir essa etapa é causa frequente de glosa.

O médico solicitante indica três marcas tecnicamente equivalentes. A operadora autoriza um modelo e o fornecedor entrega ao hospital/clínica. A nota fiscal do material precisa estar anexada no lote TISS.

Documentação obrigatória no lote TISS

Para evitar a glosa clássica de "OPME sem comprovação", junte sempre:

  • Autorização prévia da operadora (número e validade).
  • Nota fiscal de aquisição do material, em nome do hospital/clínica.
  • Registro Anvisa do produto (obrigatório no campo correspondente).
  • Etiqueta de rastreabilidade (lote, código de barras, série).
  • Termo de implante assinado pelo médico para itens implantáveis.

Passo a passo do faturamento OPME

1. Solicite autorização com três orçamentos antes da cirurgia.

2. Após o procedimento, monte a SP/SADT cirúrgica com os códigos TUSS dos materiais utilizados.

3. Anexe nota fiscal, registro Anvisa, lote e demais documentos.

4. Gere a Guia de Honorário Individual de cada profissional referenciando a SP/SADT principal.

5. Valide o lote completo com o validador TISS e transmita à operadora.

Glosas mais comuns em OPME (e como evitar)

Anos auditando lotes mostram um padrão claro:

  • OPME sem autorização prévia → sempre solicite antes da cirurgia eletiva.
  • Falta dos três orçamentos → padronize o fluxo com o médico solicitante.
  • Nota fiscal divergente do material utilizado → confira modelo, marca, lote.
  • Material não compatível com o procedimento → ajuste TUSS antes de enviar.
  • OPME sem registro Anvisa válido → bloqueie a compra de itens sem registro.

Vídeos para aprofundar

Para entender o tema na prática, busque no YouTube: OPME faturamento TISS autorização. Há aulas de consultores hospitalares e palestras de auditoria com casos reais.

Perguntas frequentes

OPME de urgência também precisa de autorização?

Em urgência/emergência, a autorização pode ser obtida em até 48 horas após o procedimento, mediante justificativa clínica. Sempre documente o caráter de urgência no prontuário.

Posso comprar OPME diretamente de qualquer fornecedor?

Sim, desde que o produto tenha registro Anvisa válido. Mas, para faturamento, a operadora pode exigir os três orçamentos comparativos antes de autorizar.

Como contestar glosa de OPME?

Use o recurso de glosa anexando todos os documentos: autorização, NF, registro Anvisa, etiqueta de rastreabilidade. Veja nosso modelo pronto.

Conclusão

OPME é a parte do TISS que mais recompensa o processo organizado. Três orçamentos, documentação completa, validação antes do envio e recurso ativo para glosas. Com fluxo claro e o validador TISS online conferindo cada lote, sua clínica deixa de absorver prejuízo de material e fatura o que realmente entregou.

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