Guia de resumo de internação TISS: como preencher sem cair em glosa

Se tem uma guia TISS que assusta secretária e até médico, é a de resumo de internação. São dezenas de campos, anexos opcionais, regras de operadora… e qualquer descuido vira glosa. A boa notícia é que, depois que você entende a lógica, vira um formulário previsível. Bora destrinchar.
O que é (e quando usar) a guia de resumo de internação
É a guia oficial que consolida tudo o que aconteceu durante uma internação: data de entrada e saída, diárias, procedimentos realizados, OPME, medicamentos especiais e CIDs. Substitui dezenas de papéis avulsos e é obrigatória para qualquer internação eletiva ou de urgência.
O padrão atual está descrito no Padrão TISS da ANS e seu schema XML é validado contra a versão 4.01.00.
Campos obrigatórios que mais derrubam guia
A operadora vai rejeitar a guia se faltar qualquer um destes:
- Número da guia no prestador — único e sequencial. Não repita nem na vida.
- Senha de autorização e data de validade — se vencer antes da alta, é glosa.
- Carteira do beneficiário com plano e validade — sempre confira no dia da alta.
- CID-10 principal + secundários (até 4). Sem CID = sem pagamento.
- Caráter da internação: eletivo (1), urgência (2), acidente (3).
- Tipo de acomodação: enfermaria, apartamento, UTI.
- Diárias detalhadas por data (não consolidar como bloco).
- Procedimentos com código TUSS, quantidade, via de acesso e técnica.
- Hash MD5 correto do lote (veja como gerar e corrigir o hash MD5).
Anexos: quando você precisa e quando atrapalha
Anexar tudo "por garantia" é um erro caro — gera mais conferência da operadora e mais glosa. Use anexo só quando:
- Houve OPME — anexo OPME obrigatório (entenda em OPME TISS na prática).
- Foi quimioterapia ou radioterapia — usar a guia oncológica.
- Houve mais de 1 cirurgião — anexo de honorário individual (veja guia de honorário individual).
- A operadora solicitou laudo médico específico em sua tabela própria.
Erros campeões de glosa no resumo de internação
Mapeamos os mais comuns nas últimas 3 mil guias auditadas:
- Data de alta posterior ao vencimento da senha (revise sempre).
- CBO incompatível com o procedimento — veja como escolher o CBO correto.
- Procedimento sem código TUSS válido na versão da tabela vigente (use a tabela TUSS 2026 atualizada).
- Diária consolidada (1 linha x N diárias) — operadora exige 1 linha por dia.
- Falta o anexo OPME quando há material implantável.
- Versão de tabela errada no XML — leia como corrigir erro de versão da tabela.
Tutorial: gerando a guia em 5 minutos
O caminho mais rápido, sem decorar schema:
- Entre no gerador de guias TISS.
- Preencha dados do beneficiário e da internação.
- Adicione procedimentos pela busca TUSS (autocomplete).
- Inclua anexos OPME ou honorário individual se houver.
- Gere o XML e passe pelo validador TISS.
- Envie pelo webservice da operadora — veja como funciona em integração com webservice.
Quer ver o passo a passo em vídeo?
Para complementar este tutorial, recomendamos os vídeos sobre guia de resumo de internação TISS disponíveis no YouTube — vários auditores postam exemplos comentados.
Perguntas frequentes
Posso enviar resumo de internação antes da alta?
Não. A guia é fechada com a data de alta. Antes disso, envia-se apenas as autorizações e prorrogações conforme exigir a operadora.
Internação prolongada precisa de várias guias?
Geralmente uma única guia por internação, mas com pedidos de prorrogação a cada X dias (varia por operadora — em média, a cada 5 a 7 dias).
E se a operadora pedir relatório médico junto?
Anexe como documento adicional. Não substitui o XML, complementa. Sempre digitalizado e assinado pelo médico assistente.
Conclusão
Resumo de internação é, no fundo, um exercício de organização. Quem padroniza o fluxo — confere senha, valida CID, separa anexos, audita versão de tabela — recebe rápido. Quem corre, glosa. Use o gerador de guias TISS e valide cada arquivo antes do envio. Em 30 dias, sua taxa de glosa por internação cai pela metade.
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